Onde o Medo Deságua
Nas curvas que o peito esconde,
Correnteza escura e fria,
O medo avança, não cessa,
Na noite que desafia.
Nenhum clamor lhe responde,
Nenhuma margem o alivia.
Ele nasce de um segredo,
De um trauma que o tempo cala,
Rasgando a alma em silêncio,
Na sombra de cada sala.
É um velho e antigo medo
Que a nossa mente avassala.
E vai seguindo o seu curso,
Rachando o chão da esperança,
Arrasta sonhos antigos
Num tempo que não descansa.
Não há barreira ou discurso
Que freie essa esquiva dança.
Por fim, no fim da jornada,
Onde o horizonte se apaga,
O rio deságua triste,
Na onda que nos esmaga.
Na praia mais isolada,
O mar da solidão vaga.
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Correnteza escura e fria,
O medo avança, não cessa,
Na noite que desafia.
Nenhum clamor lhe responde,
Nenhuma margem o alivia.
Ele nasce de um segredo,
De um trauma que o tempo cala,
Rasgando a alma em silêncio,
Na sombra de cada sala.
É um velho e antigo medo
Que a nossa mente avassala.
E vai seguindo o seu curso,
Rachando o chão da esperança,
Arrasta sonhos antigos
Num tempo que não descansa.
Não há barreira ou discurso
Que freie essa esquiva dança.
Por fim, no fim da jornada,
Onde o horizonte se apaga,
O rio deságua triste,
Na onda que nos esmaga.
Na praia mais isolada,
O mar da solidão vaga.