TEMPOS DE CONTRATEMPOS
Por: William Shakespeare
Contra este tempo, se vier realmente,
Quando vires meus sonhos com censura,
E ao gastares o máximo do que sentes
Enaltecendo o res peito na conjuntura,
Contra o tempo que vier curiosamente,
Mal me projetando o sol do teu olhar,
E voltando a ser o que era novamente
Para, razões de gravidade, encontrar,
Contra esse tempo aqui eu me refugio
Com o conhecimento de minha deserção,
Levanto a mão contra mim com desafio
Para guardar legitimamente tua razão,
Para me deixares tens a força da lei,
Já que nenhuma causa de amor aleguei.
Tradução: José Arantes Junior
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Quando vires meus sonhos com censura,
E ao gastares o máximo do que sentes
Enaltecendo o res peito na conjuntura,
Contra o tempo que vier curiosamente,
Mal me projetando o sol do teu olhar,
E voltando a ser o que era novamente
Para, razões de gravidade, encontrar,
Contra esse tempo aqui eu me refugio
Com o conhecimento de minha deserção,
Levanto a mão contra mim com desafio
Para guardar legitimamente tua razão,
Para me deixares tens a força da lei,
Já que nenhuma causa de amor aleguei.
Tradução: José Arantes Junior