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A ANGÚSTIA E A SERENIDADE DO SER

Por: William Shakespeare

Quando em meu mudo e doce pensamento

Chamo à lembrança os atos do passado,

Vejo lapsos em muitos acontecimentos

Traduzindo gasto d e tempo inadequado,



Inundo o olho (pouco afim ao pranto)

Por amigos deixados na morte sombria,

Choro a mágoa de antigos desencantos

E a visão do que perdi com nostalgia,



Assim, eu sinto as aflições passadas

De desventura em desventura sentidas,

Penso nas lamentações já vivenciadas

E sofro de novo as mágoas esquecidas,



Porém quando eu penso em tua amizade

As feridas se curam com naturalidade.


Tradução: José Arantes Junior
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03/05/2026
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