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A ETERNA JUVENTUDE DA POESIA

Por: William Shakespeare

O tempo voraz come as garras do leão

Faz a terra se auto devorar ao criar,

Come as presas do tigre na adequação

E faz até a vida da fênix se queimar,



Alegres e tristes estações nas rota s

Ao que murcha, faz crescer novamente,

A selvageria cai e uma amizade brota

Mas preciso esquecer um erro dolente,



Não graves teu tempo em minha feição

Nem faças linhas com uma pena antiga,

Deixes a via em purificada concepção

Para que a sucessão do belo prossiga.



Oh tempo, apesar de tua dura atitude

A minha poesia sempre terá juventude.


Tradução: José Arantes Junior
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03/05/2026
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