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Por: Cruz e Souza
Renascimento
A alma não fica inteiramente morta!
Vagas Ressurreições do SentimentoAbrem já, devagar, porta por porta,Os palácios reais do Encantamento!
Morrer! Findar! Desfalecer! que importa
Para o secreto e fundo movimentoQue a alma transporta, sublimiza e exorta,Ao grande Bem do grande Pensamento!
Chamas novas e belas vão raiando,
Vão se acendendo os límpidos altaresE as almas vão sorrindo e vão orando...
E pela curva dos longínquos ares
Ei-las que vêm, como o imprevisto bandoDos albatrozes dos estranhos mares...
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A alma não fica inteiramente morta!
Vagas Ressurreições do SentimentoAbrem já, devagar, porta por porta,Os palácios reais do Encantamento!
Morrer! Findar! Desfalecer! que importa
Para o secreto e fundo movimentoQue a alma transporta, sublimiza e exorta,Ao grande Bem do grande Pensamento!
Chamas novas e belas vão raiando,
Vão se acendendo os límpidos altaresE as almas vão sorrindo e vão orando...
E pela curva dos longínquos ares
Ei-las que vêm, como o imprevisto bandoDos albatrozes dos estranhos mares...