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Por: Cruz e Souza
Só!
Muito embora as estrelas do Infinito
Lá de cima me acenem carinhosasE desça das esferas luminosasA doce graça de um clarão bendito;
Embora o mar, como um revel proscrito,
Chame por mim nas vagas ondulosasE o vento venha em cóleras medrosasO meu destino proclamar num grito,
Neste mundo tão trágico, tamanho,
Como eu me sinto fundamente estranhoE o amor e tudo para mim avaro...
Ah! como eu sinto compungidamente,
Por entre tanto horror indiferente,Um frio sepulcral de desamparo!
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Muito embora as estrelas do Infinito
Lá de cima me acenem carinhosasE desça das esferas luminosasA doce graça de um clarão bendito;
Embora o mar, como um revel proscrito,
Chame por mim nas vagas ondulosasE o vento venha em cóleras medrosasO meu destino proclamar num grito,
Neste mundo tão trágico, tamanho,
Como eu me sinto fundamente estranhoE o amor e tudo para mim avaro...
Ah! como eu sinto compungidamente,
Por entre tanto horror indiferente,Um frio sepulcral de desamparo!