Portal da Poesia

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Por: Cruz e Souza

Inefável!
Nada há que me domine e que me vença
Quando a minh’alma mudamente acorda...Ela rebenta em flor, ela transbordaNos alvoroços da emoção imensa.
Sou como um Réu de celestial Sentença,
Condenado do Amor, que se recordaDo Amor e sempre no Silêncio bordaD’estrelas todo o céu em que erra e pensa.
Claros, meus olhos tornam-se mais claros
E tudo vejo dos encantos rarosE de outras mais serenas madrugadas!
Todas as vozes que procuro e chamo
Ouço-as dentro de mim, porque eu as amoNa minh’alma volteando arrebatadas!
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03/05/2026
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