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Por: Cruz e Souza
Aspiração suprema
Como os cegos e os nus pede um abrigo
A alma que vive a tiritar de frio.Lembra um arbusto frágil e sombrioQue necessita do bom sol amigo.
Tem ais de dor de trêmulo mendigo
Oscilante, sonâmbulo, erradio.É como um tênue, cristalino fioD’estrelas, como etéreo e louro trigo.
E a alma aspira o celestial orvalho,
Aspira o céu, o límpido agasalho,Sonha, deseja e anseia a luz do Oriente...
Tudo ela inflama de um estranho beijo.
E este Anseio, este Sonho, este DesejoEnche as Esferas soluçantemente!
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Como os cegos e os nus pede um abrigo
A alma que vive a tiritar de frio.Lembra um arbusto frágil e sombrioQue necessita do bom sol amigo.
Tem ais de dor de trêmulo mendigo
Oscilante, sonâmbulo, erradio.É como um tênue, cristalino fioD’estrelas, como etéreo e louro trigo.
E a alma aspira o celestial orvalho,
Aspira o céu, o límpido agasalho,Sonha, deseja e anseia a luz do Oriente...
Tudo ela inflama de um estranho beijo.
E este Anseio, este Sonho, este DesejoEnche as Esferas soluçantemente!