75
Por: Cruz e Souza
No seio da Terra
Do pélago dos pélagos sombrios,
Cá do seio da Terra, olhando as vidas,Escuto o murmurar de almas perdidas,Como o secreto murmurar dos rios.
Trazem-me os ventos negros calafrios
E os soluços das almas doloridasQue têm sede das Terras prometidasE morrem como abutres erradios.
As ânsias sobem, as tremendas ânsias!
Velhices, mocidades e as infânciasHumanas entre a Dor se despedaçam...
Mas, sobre tantos convulsivos gritos,
Passam horas, espaços, infinitos,Esferas, gerações, sonhando, passam!
Ver perfil do poeta
Voltar
Do pélago dos pélagos sombrios,
Cá do seio da Terra, olhando as vidas,Escuto o murmurar de almas perdidas,Como o secreto murmurar dos rios.
Trazem-me os ventos negros calafrios
E os soluços das almas doloridasQue têm sede das Terras prometidasE morrem como abutres erradios.
As ânsias sobem, as tremendas ânsias!
Velhices, mocidades e as infânciasHumanas entre a Dor se despedaçam...
Mas, sobre tantos convulsivos gritos,
Passam horas, espaços, infinitos,Esferas, gerações, sonhando, passam!