Portal da Poesia

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Por: Cruz e Souza

No seio da Terra
Do pélago dos pélagos sombrios,
Cá do seio da Terra, olhando as vidas,Escuto o murmurar de almas perdidas,Como o secreto murmurar dos rios.
Trazem-me os ventos negros calafrios
E os soluços das almas doloridasQue têm sede das Terras prometidasE morrem como abutres erradios.
As ânsias sobem, as tremendas ânsias!
Velhices, mocidades e as infânciasHumanas entre a Dor se despedaçam...
Mas, sobre tantos convulsivos gritos,
Passam horas, espaços, infinitos,Esferas, gerações, sonhando, passam!
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03/05/2026
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