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Por: Cruz e Souza
Demônios
A língua vil, ignívoma, purpúrea
Dos pecados mortais bava e braveja,Com os seres impoluídos mercadeja,Mordendo-os fundo injúria por injúria.
É um grito infernal de atroz luxúria,
Dor de danados, dor do Caos que almejaA toda alma serena que viceja,Só fúria, fúria, fúria, fúria, fúria!
São pecados mortais feitos hirsutos
Demônios maus que os venenosos frutosMorderam com volúpias de quem ama...
Vermes da Inveja, a lesma verde e oleosa,
Anões da Dor torcida e cancerosa,Abortos de almas a sangrar na lama!
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A língua vil, ignívoma, purpúrea
Dos pecados mortais bava e braveja,Com os seres impoluídos mercadeja,Mordendo-os fundo injúria por injúria.
É um grito infernal de atroz luxúria,
Dor de danados, dor do Caos que almejaA toda alma serena que viceja,Só fúria, fúria, fúria, fúria, fúria!
São pecados mortais feitos hirsutos
Demônios maus que os venenosos frutosMorderam com volúpias de quem ama...
Vermes da Inveja, a lesma verde e oleosa,
Anões da Dor torcida e cancerosa,Abortos de almas a sangrar na lama!