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Por: Cruz e Souza
[Alma ferida]
Alma ferida pelas negras lanças
Da Desgraça, ferida do Destino,Alma [a] que as amarguras tecem o hinoSombrio das cruéis desesperanças,
Não desças, Alma feita das heranças
Da Dor, não desças do teu céu divino.Cintila como o espelho cristalinoDas sagradas, serenas esperanças.
Mesmo na Dor espera com clemência
E sobe à sideral resplandecência,Longe de um mundo que só tem peçonha.
Das ruínas de tudo ergue-te pura
E eternamente, na suprema Altura,Suspira, sofre, cisma, sente, sonha!
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Alma ferida pelas negras lanças
Da Desgraça, ferida do Destino,Alma [a] que as amarguras tecem o hinoSombrio das cruéis desesperanças,
Não desças, Alma feita das heranças
Da Dor, não desças do teu céu divino.Cintila como o espelho cristalinoDas sagradas, serenas esperanças.
Mesmo na Dor espera com clemência
E sobe à sideral resplandecência,Longe de um mundo que só tem peçonha.
Das ruínas de tudo ergue-te pura
E eternamente, na suprema Altura,Suspira, sofre, cisma, sente, sonha!