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Por: Cruz e Souza
Condenação fatal
Ó mundo, que és o exílio dos exílios,
Um monturo de fezes putrefato,Onde o ser mais gentil, mais timoratoDos seres vis circula nos concílios.
Onde de almas em pálidos idílios
O lânguido perfume mais ingratoMagoa tudo e é triste como o tatoDe um cego embalde levantando os cílios.
Mundo de peste, de sangrenta fúria
E de flores leprosas da luxúria,De flores negras, infernais, medonhas.
Oh! como são sinistramente feios
Teus aspectos de fera, os teus meneiosPantéricos, ó Mundo, que não sonhas!
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Ó mundo, que és o exílio dos exílios,
Um monturo de fezes putrefato,Onde o ser mais gentil, mais timoratoDos seres vis circula nos concílios.
Onde de almas em pálidos idílios
O lânguido perfume mais ingratoMagoa tudo e é triste como o tatoDe um cego embalde levantando os cílios.
Mundo de peste, de sangrenta fúria
E de flores leprosas da luxúria,De flores negras, infernais, medonhas.
Oh! como são sinistramente feios
Teus aspectos de fera, os teus meneiosPantéricos, ó Mundo, que não sonhas!