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Por: Cruz e Souza
Domus aurea
De bom amor e de bom fogo claro
Uma casa feliz se acaricia...Basta-lhe luz e basta-lhe harmoniaPara ela não ficar ao desamparo.
O Sentimento, quando é nobre e raro,
Veste tudo de cândida poesia...Um bem celestial dele irradia,Um doce bem, que não é parco e avaro.
Um doce bem que se derrama em tudo,
Um segredo imortal, risonho e mudo,Que nos leva debaixo da sua asa.
E os nossos olhos ficam rasos d’água
Quando, rebentos de uma oculta mágoa,São nossos filhos todo o céu da casa.
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De bom amor e de bom fogo claro
Uma casa feliz se acaricia...Basta-lhe luz e basta-lhe harmoniaPara ela não ficar ao desamparo.
O Sentimento, quando é nobre e raro,
Veste tudo de cândida poesia...Um bem celestial dele irradia,Um doce bem, que não é parco e avaro.
Um doce bem que se derrama em tudo,
Um segredo imortal, risonho e mudo,Que nos leva debaixo da sua asa.
E os nossos olhos ficam rasos d’água
Quando, rebentos de uma oculta mágoa,São nossos filhos todo o céu da casa.