34
Por: Cruz e Souza
Alma fatigada
Nem dormir nem morrer na fria Eternidade!
Mas repousar um pouco e repousar um tanto,Os olhos enxugar das convulsões do pranto,Enxugar e sentir a ideal serenidade.
A graça do consolo e da tranquilidade
De um céu de carinhoso e perfumado encanto,Mas sem nenhum carnal e mórbido quebranto,Sem o tédio senil da vã perpetuidade.
Um sonho lirial d’estrelas desoladas
Onde as almas febris, exaustas, fatigadasPossam se recordar e repousar tranquilas!
Um descanso de Amor, de celestes miragens,
Onde eu goze outra luz de místicas paisagensE nunca mais pressinta o remexer de argilas!
Ver perfil do poeta
Voltar
Nem dormir nem morrer na fria Eternidade!
Mas repousar um pouco e repousar um tanto,Os olhos enxugar das convulsões do pranto,Enxugar e sentir a ideal serenidade.
A graça do consolo e da tranquilidade
De um céu de carinhoso e perfumado encanto,Mas sem nenhum carnal e mórbido quebranto,Sem o tédio senil da vã perpetuidade.
Um sonho lirial d’estrelas desoladas
Onde as almas febris, exaustas, fatigadasPossam se recordar e repousar tranquilas!
Um descanso de Amor, de celestes miragens,
Onde eu goze outra luz de místicas paisagensE nunca mais pressinta o remexer de argilas!