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Por: Cruz e Souza
Mudez perversa
Que mudez infernal teus lábios cerra
Que ficas vago, para mim olhando,Na atitude da pedra, concentrandoNo entanto, n’alma, convulsões de guerra!
A mim tal fel essa mudez encerra,
Tais demônios revéis a estão forjandoQue antes te visse morto, desabandoSobre o teu corpo grossas pás de terra.
Não te quisera nesse atroz e sumo
Mutismo horrível que não gera nada,Que não diz nada, não tem fundo e rumo.
Mutismo de tal dor desesperada,
Que quando o vou medir com o estranho prumoDa alma fico com a alma alucinada!
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Que mudez infernal teus lábios cerra
Que ficas vago, para mim olhando,Na atitude da pedra, concentrandoNo entanto, n’alma, convulsões de guerra!
A mim tal fel essa mudez encerra,
Tais demônios revéis a estão forjandoQue antes te visse morto, desabandoSobre o teu corpo grossas pás de terra.
Não te quisera nesse atroz e sumo
Mutismo horrível que não gera nada,Que não diz nada, não tem fundo e rumo.
Mutismo de tal dor desesperada,
Que quando o vou medir com o estranho prumoDa alma fico com a alma alucinada!