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Por: Cruz e Souza
A harpa
Prende, arrebata, enleva, atrai, consola
A harpa tangida por convulsos dedos,Vivem nela mistérios e segredos,É berceuse , é balada, é barcarola.
Harmonia nervosa que desola,Vento noturno dentre os arvoredosA erguer fantasmas e secretos medos,Nas suas cordas um soluço rola...
Tu’alma é como esta harpa peregrina
Que tem sabor de música divinaE só pelos eleitos é tangida.
Harpa dos céus que pelos céus murmura
E que enche os céus da música mais pura,Como de uma saudade indefinida.
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Prende, arrebata, enleva, atrai, consola
A harpa tangida por convulsos dedos,Vivem nela mistérios e segredos,É berceuse , é balada, é barcarola.
Harmonia nervosa que desola,Vento noturno dentre os arvoredosA erguer fantasmas e secretos medos,Nas suas cordas um soluço rola...
Tu’alma é como esta harpa peregrina
Que tem sabor de música divinaE só pelos eleitos é tangida.
Harpa dos céus que pelos céus murmura
E que enche os céus da música mais pura,Como de uma saudade indefinida.