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Por: Cruz e Souza
Supremo Verbo
– Vai, Peregrino do caminho santo,
Faz da tu’alma lâmpada do cego,Iluminando, pego sobre pego,As invisíveis amplidões do Pranto.
Ei-lo, do Amor o cálix sacrossanto!
Bebe-o, feliz, nas tuas mãos o entrego...És o filho leal, que eu não renego,Que defendo nas dobras do meu manto.
Assim ao Poeta a Natureza fala!
Enquanto ele estremece ao escutá-la,Transfigurado de emoção, sorrindo...
Sorrindo a céus que vão se desvendando,
A mundos que se vão multiplicando,A portas de ouro que se vão abrindo!
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– Vai, Peregrino do caminho santo,
Faz da tu’alma lâmpada do cego,Iluminando, pego sobre pego,As invisíveis amplidões do Pranto.
Ei-lo, do Amor o cálix sacrossanto!
Bebe-o, feliz, nas tuas mãos o entrego...És o filho leal, que eu não renego,Que defendo nas dobras do meu manto.
Assim ao Poeta a Natureza fala!
Enquanto ele estremece ao escutá-la,Transfigurado de emoção, sorrindo...
Sorrindo a céus que vão se desvendando,
A mundos que se vão multiplicando,A portas de ouro que se vão abrindo!