19
Por: Cruz e Souza
Livre!
Livre! Ser livre da matéria escrava,
Arrancar os grilhões que nos flagelamE livre, penetrar nos Dons que selamA alma e lhe emprestam toda a etérea lava.
Livre da humana, da terrestre bava
Dos corações daninhos que regelam,Quando os nossos sentidos se rebelamContra a Infâmia bifronte que deprava. Livre! bem livre para andar mais puro,Mais junto à Natureza e mais seguroDo seu Amor, de todas as justiças.
Livre! para sentir a Natureza,
Para gozar, na universal Grandeza,Fecundas e arcangélicas preguiças.
Ver perfil do poeta
Voltar
Livre! Ser livre da matéria escrava,
Arrancar os grilhões que nos flagelamE livre, penetrar nos Dons que selamA alma e lhe emprestam toda a etérea lava.
Livre da humana, da terrestre bava
Dos corações daninhos que regelam,Quando os nossos sentidos se rebelamContra a Infâmia bifronte que deprava. Livre! bem livre para andar mais puro,Mais junto à Natureza e mais seguroDo seu Amor, de todas as justiças.
Livre! para sentir a Natureza,
Para gozar, na universal Grandeza,Fecundas e arcangélicas preguiças.